Nov 8

Ancestralidades

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Boa noite, gente. Me chamo Elen, tenho 21 anos e sou aluna de música, na UFPB.

Eu, como mulher negra, e estudante de música, sempre busco trazer na minha música minha ancestralidade. No ambiente acadêmico tem sido bem difícil encontrar essas abordagens que Marcos dos Santos trouxe em seu texto. Penso que nós, como educadorxs musicais, devemos estar sempre em busca dessa ancestralidade, para que possamos empoderar nossxs alunxs e tantas outras pessoas, a trazer essa consciência de como a música e os movimentos podem estar presentes em nossa performance e em nosso cotidiano.

 

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  • Boa noite pessoal! Muito feliz em participar do fórum e muito emocionada de traçar encontros nessa rede INTENSA que o FLADEM-BRASIL vem constituindo ciberneticamente. Meu nome é Dulcimarta Lemos Lino, estou na coordenação regional sul do Fladem Brasil e trabalho como professora de Educação Musical no Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFRGS. Após ler o Boletim “Educação Musical e Ancestralidade Negra”, escrito pelo Marcos dos Santos, me senti convocada a falar de nosso S O P A P O ... esse enorme tambor, instrumento afro-gaúcho, feito originalmente com casca de árvore e couro de cavalo. Inventado pelos escravos que trabalhavam nas charqueadas, na região de Pelotas, sul do Brasil..... Lembrei do grande GIBA GIBA, percussionista gaúcho que iniciou em 1999, todo um trabalho de resgate do GRANDE TAMBOR na cidade de Pelotas quando constatou que os músicos da sua cidade não sabiam da matriz cultural do samba da SUA TERRA, outrora tocado no carnaval. E.... que ressoou e invadiu diferentes territórios educativos de toda a região sul, especialmente na capital, Porto Alegre e dentro da universidade, no departamento de Educação, Música e de Difusão Cultural São tantos os movimentos...... a interdisciplinariedade do Projeto Encontro de Saberes, que traz para a academia mestres da ancestralidade para T O C A R, juntos, interrogando os processos de ensino e aprendizagem musicais e aproximando interrogações e pontos de encontro.... o NGOMA, projeto lançado em 2019, voltado para mulheres negras e indígenas com a intenção de promover um espaço para o empoderamento, no qual diversas tradições culturais que envolvem o tambor formam a base do encontro pra tocar numa perspectiva afro-latino- americana...liderado pela percussionista Andressa Pereira o trabalho incansável de Richard Serraria e colaboradores no “O GRANDE TAMBOR”, documentário narrado por Giba Giba para contar nossa historia negra gaúcha...... https://www.youtube.com/watch?v=xIL6Hfq4ZTw lembrei do trabalho que venho realizando com o PIá: Núcleo de MPB da FACED/UFRGS dedicado à infância e formação de professores. O Grupo realiza concertos e oficinas nas escolas investigando e divulgando a música ameríndia e africana.... .... são tantos os movimentos.... MAS ... eles AINDA PARECEM pequenos....... para mobilizar a materialidade do corpo e da ancestralidade no ensino de música gaúcho, Pequenos para destacar o ENVOLVIMENTO, O COLETIVO, A RELAÇÂO.... Ao aproximar o elo de ancestralidade da Mãe África e a Educação Musical para fazer e movimentar as veias abertas da música plural (Giba Giba: as veias abertas da música plural/ https://www.youtube.com/watch?v=a29zd7CSfOU ) pequenos para sairmos dos conservatorismos, como diz Rita Maria, da aplicação de métodos enlatados . Para aprender com a ancestralidade, com a potência do corpo, do toque das mãos OUTRAS FORMAS DE TOCAR OUTRAS FORMAS DE ENSINAR OUTRAS FORMAS DE ESCUTAR OUTRAS FORMAS DE SER Gaúcho, Brasileiro, Latino Americano!!
  • Bom dia, pessoal! Sou Micael, estou na coordenação regional nordeste do Fladem Brasil e estaremos nesta semana discutindo nosso primeiro Boletim da "Ação Formativa e Cibernética" do Fórum. Este é nosso primeiro Boletim de uma série de textos com temas emergentes a fim de construirmos diálogos com todos/as os/as flademianos/as. Ainda, queremos ampliar as contribuições e indagações daqueles/as interessados/as nessas discussões. "Educação Musical e Ancestralidade Negra", de Marcos dos Santos Santos, discute o processo de castração social entendendo o corpo como matéria viva, portanto, movimento. Marcos problematiza as relações construídas com as continuidades coloniais e os métodos de educação musical homogêneos, elaboradas por homem hétero, branco, cristão e euroamericano. Nesse bojo, também podemos trazer ao debate as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais, a Lei 10.639, de 2003, e posteriormente a Lei 11.645, de 2008, onde estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Vamos as discussões!

© 2018 por Rebeca Vazquez